<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11802924</id><updated>2011-06-07T23:42:32.894-07:00</updated><title type='text'>Vórtice - Aglutinando Idéias</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://projvortice.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projvortice.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>m</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11802924.post-111272503326107164</id><published>2005-04-05T11:16:00.000-07:00</published><updated>2005-04-05T11:17:13.263-07:00</updated><title type='text'>Projeto Vórtice</title><content type='html'>&lt;div class="texto2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Vórtice Não Tem Três Hamburgueres Mas Tem Molho Especial&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempo, muito tempo que eu estou longe de casa. E que faço da internet um propagador das minhas inquietudes. Nestas andanças virtuais acabei conhecendo pessoas legais e com fôlego para pensar o novo. O projeto vórtice é nada além disso: um centralizador de idéias. Coloque a sua aí também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste novo sítio, eu contei com a preciosa ajuda do MARCUS. Valeu cara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os links para os autores estão aí ao lado. Te diverte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;a class="texto2" href="http://solourbano.blogspot.com" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;éverDose&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11802924-111272503326107164?l=projvortice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projvortice.blogspot.com/feeds/111272503326107164/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11802924&amp;postID=111272503326107164' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111272503326107164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111272503326107164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projvortice.blogspot.com/2005/04/projeto-vrtice.html' title='Projeto Vórtice'/><author><name>Éver Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12223249494193907457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_GHMT2UIxqZs/S04Inbyvq7I/AAAAAAAAAtA/smoozmtEgJo/S220/DSC03040.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11802924.post-111272475289240622</id><published>2005-04-05T11:11:00.000-07:00</published><updated>2005-04-06T11:26:12.866-07:00</updated><title type='text'>Fábula</title><content type='html'>&lt;div class="texto2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Por Éver Ribeiro&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone soou brutal. Afundado no sofá, ele abriu os olhos vagarosamente, sentindo a parca claridade da sala arranhar seu despertar. Tudo o que viu foi a pintura gasta do teto e uma imensa teia de aranha no canto da parede - uma imagem que foi se formando vagarosamente enquanto suas pupilas buscavam o foco exato. O telefone tocando e ele sem saber exatamente onde estava e se estava todo ali. Aparentemente sim. Num impulso trôpego, alcançou a cadeira junto da escrivaninha, onde encontrou, em meio a anotações amareladas, latas de cerveja e uma fotografia picotada, o estridente aparelho. Seu braço já traçava o caminho de encontro a ele quando resolveu parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revistou os bolsos procurando um motivo pra ficar mais atento. Sabia quem encontraria do outro lado da linha e as palavras que seriam pronunciadas mas, na verdade, sabia que era exatamente isso que queria: a canalhice exposta, porém presente. O agudo do telefone soando ríspido em seus ouvidos até calar-se profundamente com a mesma brutalidade da chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirou o fone do gancho mas já havia sobrado apenas aquele sonzinho em 440hz, indo e voltando, lhe avisando em lá natural que a linha voltara a ficar livre e que só sobrara o silêncio e a luz da televisão desfilando matizes de azul nas paredes da sala. Em seu peito, um barulho infernal... e nenhuma cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ter sido o silêncio que se instaurou. Um silêncio tão profundo que ensurdecia. Ou a vontade de transcender. Pode ter sido qualquer coisa. Tudo o que sentiu foi uma súbita - e que depois iria considerar descabida - vontade de chorar. Lembrou-se das velhas fábulas do Oscar Wilde. Da Rosa e do Príncipe Feliz. Não sabia o porquê mas aquilo lhe trazia calma. Lembrou-se da meninice com que os conheceu e o soluço que lhe trouxeram. O mesmo soluço que invadiu seu peito naquele morno e lento desfalecer do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem reparou na beleza púrpura estampada na janela, embriagado que estava do seu próprio fim de tarde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11802924-111272475289240622?l=projvortice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projvortice.blogspot.com/feeds/111272475289240622/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11802924&amp;postID=111272475289240622' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111272475289240622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111272475289240622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projvortice.blogspot.com/2005/04/fbula.html' title='Fábula'/><author><name>Éver Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12223249494193907457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_GHMT2UIxqZs/S04Inbyvq7I/AAAAAAAAAtA/smoozmtEgJo/S220/DSC03040.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11802924.post-111272440510114462</id><published>2005-04-05T11:00:00.000-07:00</published><updated>2005-04-06T11:25:30.226-07:00</updated><title type='text'>Review</title><content type='html'>&lt;div class="texto2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Por Éver Ribeiro&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"A poesia está morta mas juro que não fui eu. Tudo a minha volta são reclames. Desejos vãos e só"&lt;br /&gt;[Zeca Baleiro]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOCTÍVAGA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perambulo pela cidade&lt;br /&gt;Tropeçando em vira-latas&lt;br /&gt;Embriaguez efêmera&lt;br /&gt;Procuro algo&lt;br /&gt;Que fale de tudo&lt;br /&gt;Que só fale de mim&lt;br /&gt;Sou ainda mais subjetivo do que aparento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perambulo por esquinas&lt;br /&gt;Embriagado pelo pensamento&lt;br /&gt;Meus olhos fixam-se em pontos inexistentes&lt;br /&gt;Entre um passo e outro destraio-me&lt;br /&gt;Procuro teu corpo&lt;br /&gt;Imagino teus lábios&lt;br /&gt;E perco-me na vastidão dos teus beijos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perambulo no teu corpo&lt;br /&gt;Rato de teus subterrâneos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SOLO URBANO (PARA INSTRUMENTO DE CORTE)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso em quase nada, de pé, no parapeito da janela, de onde meus olhos sobrevoam a densa bruma repousada sobre a cidade. A evolução etílica dos bares. A doutrina estéril dos pixadores, rasgando a noite com o som seco de sprays. O trotoir barato das prostitutas. O cotidiano afogado na cinzenta imensidão noturna...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traço passos imaginários pela cidade, respirando o mofo que brota de suas esquinas. De onde estou vejo eclodirem, fugazes, cintilantes imagens caleidoscópicas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empenho-me em desviar da velharia punk que desfila um desenfreado festival de chutes e cusparadas sob o olhar atônito de uma platéia de concreto - apática como quase todos os outros - indiferente ao pulsar desconexo de sacos plásticos na cara de meninos-maltrapilhos: os pés descalços, as mãos floridas e no olhar uma mistura de inocência e safadeza, sofrimento e prazer. Ambigüidades urbanas. Flores que nascem do asfalto, crescem no asfalto e com ele envenenam-se. Náusea...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Calor&lt;br /&gt;Umidade e vazio&lt;br /&gt;Até as paredes choram&lt;br /&gt;Imóvel Paisagem&lt;br /&gt;Amparam minha espera&lt;br /&gt;Atenta ao incansável trafegar dos segundos&lt;br /&gt;Ao mistério impermeável das horas&lt;br /&gt;A colossal dimensão do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias densos de desejos&lt;br /&gt;Um vento morno varre da alma sentimentos longínquos&lt;br /&gt;Tudo me parece claro&lt;br /&gt;Preciso&lt;br /&gt;Rigidez sintomática&lt;br /&gt;Haroldo lumiando versos na minha janela&lt;br /&gt;Métricas antunescências&lt;br /&gt;Retas&lt;br /&gt;Como o pampa&lt;br /&gt;Sem metáforas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém Silêncio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IV&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não quero ser teu gelo&lt;br /&gt;Não&lt;br /&gt;Não quero sê-lo&lt;br /&gt;Quero selar-me em tua pele&lt;br /&gt;Como algo que queime&lt;br /&gt;E não gele&lt;br /&gt;Quero a pira&lt;br /&gt;O lança-chamas&lt;br /&gt;Quero pirar em chama alta&lt;br /&gt;Quero congelar apenas&lt;br /&gt;A aridez da tua falta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;V&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DE UM SOM SEM NOME&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidão sem fim&lt;br /&gt;Em mim&lt;br /&gt;Eu guardo o teu olhar&lt;br /&gt;Eu guardo um bazar&lt;br /&gt;De tudo que restou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu amor ateu&lt;br /&gt;Valeu&lt;br /&gt;Isso eu não vou negar&lt;br /&gt;Mas eu não vou lutar&lt;br /&gt;Por algo que passou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora a metáfora&lt;br /&gt;Resta o silêncio&lt;br /&gt;Impresso nos lábios teus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra enclausurada&lt;br /&gt;Se já não resta mais nada&lt;br /&gt;Adeus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VI&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MAYA ALTERNATE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com balido&lt;br /&gt;(ou sem ele)&lt;br /&gt;Bailamos&lt;br /&gt;Combalidos&lt;br /&gt;Abalados&lt;br /&gt;Embalados por sei lá o quê&lt;br /&gt;Embebidos num mar de libidos&lt;br /&gt;E baladas mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VII&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Um mundo sem&lt;br /&gt;Pauta&lt;br /&gt;Um projeto sem&lt;br /&gt;Nome&lt;br /&gt;E o momento&lt;br /&gt;Fugaz&lt;br /&gt;De solo sem&lt;br /&gt;Tempo&lt;br /&gt;Em que o vazio se&lt;br /&gt;Consome&lt;br /&gt;E a palavra não&lt;br /&gt;Falta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VIII&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ESTÁTICA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de tarde&lt;br /&gt;Minhas pálpebras pesam&lt;br /&gt;O barulho linear do ar-condicionado&lt;br /&gt;Hipnose sonora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde ontem minha garganta dói&lt;br /&gt;Aprendi a considerar a doença uma aliada&lt;br /&gt;'A doença como caminho'&lt;br /&gt;Vários caminhos&lt;br /&gt;Frases soltas&lt;br /&gt;Presas pálpebras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma encruzilhada de desejos&lt;br /&gt;O ponteiro dos minutos dá mais um passo&lt;br /&gt;Tic... tac... tic... tac...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa luz&lt;br /&gt;Parada&lt;br /&gt;Produzindo sempre e sempre as mesmas sombras&lt;br /&gt;Perspectiva eterna&lt;br /&gt;Como se fosse sempre o mesmo dia&lt;br /&gt;O mesmo segundo&lt;br /&gt;De um mesmo lugar à margem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagens chapadas&lt;br /&gt;Sem contra-luz&lt;br /&gt;Sem densidade&lt;br /&gt;Estáticas&lt;br /&gt;Minhas pálpebras se fecham&lt;br /&gt;Silêncio e escuridão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IX&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;De verde pintos meus dias...&lt;br /&gt;Minhas noites...&lt;br /&gt;Pinto de espera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que espero?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes teu abraço&lt;br /&gt;Às vezes tua ausência&lt;br /&gt;Outras vezes, simplesmente a noite&lt;br /&gt;Existem aquelas das quais nada espero&lt;br /&gt;E é justamente aí que tudo acontece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;X&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PURINHA (SEM GELO)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dinheiro é sujo&lt;br /&gt;A mão que acumula muito mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento é sujo&lt;br /&gt;A mão que obedece muito mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia uma mão lavou a outra&lt;br /&gt;E criou-se, assim, o simulacro da pureza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;XI&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SEM PROTOCOLOS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(em parceria com o Rubira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queres bater, bate&lt;br /&gt;Com força&lt;br /&gt;Se achas que é teu, leva&lt;br /&gt;Com tudo&lt;br /&gt;Se é prá agora, corre&lt;br /&gt;Com pressa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mim tudo bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me associei à dor&lt;br /&gt;Que me apartei de direitos&lt;br /&gt;E cansei de precisar ser o primeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queres bater, foge&lt;br /&gt;Sem fraqueza&lt;br /&gt;Se achas que é teu, deixa-me&lt;br /&gt;Sem nada&lt;br /&gt;Se é pra agora, fica&lt;br /&gt;Sem pressa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mim tudo bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me associei à dor&lt;br /&gt;Que me apartei de deveres&lt;br /&gt;E cansei de precisar ser o primeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;XII&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CODA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mofo, a esquina, a bruma...&lt;br /&gt;O que é a neblina senão a cidade exalando suas mágoas?&lt;br /&gt;O mofo, a esquina...&lt;br /&gt;O sol sepulta a noite num majestoso flamejar de cor púrpura&lt;br /&gt;O mofo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11802924-111272440510114462?l=projvortice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projvortice.blogspot.com/feeds/111272440510114462/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11802924&amp;postID=111272440510114462' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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href="http://projvortice.blogspot.com/2004/04/o-interior-do-uruguai-e-seu-teatro-do.html"&gt;O interior do Uruguai e seu Teatro (do) interior&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;li /&gt;&lt;a href="http://projvortice.blogspot.com/2004/04/fundao-atahualpa-em-pelotas.html"&gt;Fundação Atahualpa em Pelotas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11802924-111220512739096226?l=projvortice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projvortice.blogspot.com/feeds/111220512739096226/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11802924&amp;postID=111220512739096226' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111220512739096226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111220512739096226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projvortice.blogspot.com/2005/03/paisagem-na-neblina-luis-rubira.html' title='Paisagem Na Neblina - Luis Rubira'/><author><name>m</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11802924.post-111220508769359600</id><published>2005-03-30T09:50:00.000-08:00</published><updated>2005-05-19T11:08:29.180-07:00</updated><title type='text'>Sur-Realismo - Éver Ribeiro</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li /&gt;&lt;a href="http://projvortice.blogspot.com/2005/04/review.html"&gt;Review&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;li /&gt;&lt;a href="http://projvortice.blogspot.com/2005/04/fbula.html"&gt;Fábula&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;li /&gt;&lt;a href="http://projvortice.blogspot.com/2004/05/manh.html"&gt;Manhã&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11802924-111220508769359600?l=projvortice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projvortice.blogspot.com/feeds/111220508769359600/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11802924&amp;postID=111220508769359600' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111220508769359600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111220508769359600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projvortice.blogspot.com/2005/03/sur-realismo-ver-ribeiro.html' title='Sur-Realismo - Éver Ribeiro'/><author><name>m</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11802924.post-111652601148768772</id><published>2004-05-19T11:06:00.000-07:00</published><updated>2005-05-19T11:10:11.433-07:00</updated><title type='text'>Manhã</title><content type='html'>&lt;div class="texto2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Por Éver Ribeiro&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo vibra demasiado no cinza deste dia. No ar gelado que adianta-se em arestas e força a reverência das árvores. O chocalhar dos vendedores de vale-transportes, assoalhando-se entre os transeuntes apressados, forma uma caótica cadência. Do outro lado da vitrine do bar da esquina, homens contam vantagens entre o vapor do café. Seus ecos invadem a rua e falecem perante o som do tráfego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma loja abre as suas portas com novas liquidações. Novas músicas lideram as paradas de sucesso. Uma nova moda se espalha pelas ruas. No jornal, apenas velhas notícias, velhos temores. O mundo das novidades segue antiquado: anacronias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas saem de suas casas, tomam ônibus, atravessam ruas, aglomerando-se em cada vez maior solidão. As adjacências nos afastam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo vibra demasiado e cinza. Antes colorisse o dia em passos lentos e descalços. Sem alaridos. Antes olhasse para o lado e transformasse o medo em poesia. Abandonasse veículos, e assoviasse desprenteciosamente, de mãos no bolso, enquanto se entrega ao macio da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retribuo o sorriso malicioso do camelô. Calço meus sapatos, respiro o pouco de ar puro que resta e sigo minha vida de plástico, entubada em meu individualismo. Deixemos as ilusões para a noite e seu onírico véu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11802924-111652601148768772?l=projvortice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projvortice.blogspot.com/feeds/111652601148768772/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11802924&amp;postID=111652601148768772' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111652601148768772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111652601148768772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projvortice.blogspot.com/2004/05/manh.html' title='Manhã'/><author><name>Éver Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12223249494193907457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_GHMT2UIxqZs/S04Inbyvq7I/AAAAAAAAAtA/smoozmtEgJo/S220/DSC03040.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11802924.post-111435716065168130</id><published>2004-04-24T08:38:00.000-07:00</published><updated>2005-04-24T08:44:09.446-07:00</updated><title type='text'>Fundação Atahualpa em Pelotas</title><content type='html'>&lt;small&gt;Luís Rubira&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o quinto Fórum Social Mundial de 2005 foi erguido, próximo ao anfiteatro Pôr-do-Sol às margens do Guaíba, o Palco Atahualpa Yupanqui, numa homenagem a um dos músicos sul-americanos mais respeitados no mundo inteiro. Cumpre lembrar que no ano de 2003 Kolla Yupanqui, filho de dom Atahualpa, elegeu um especialista em música, que mora na cidade de Pelotas, para representar a fundação Atahualpa no Brasil.&lt;br /&gt;Enilton Grill é, certamente, uma das pessoas que mais entende da multiplicidade musical produzida nos três continentes americanos. Em sua casa, ao entrar na sala, já nos deparamos com quase dois mil cedês criteriosamente escolhidos. Conhecido por muitos músicos, recebe discos que vêm de longe e de culturas específicas, tais como os discos de Amâncio Prada - uma pedra preciosa da Galícia. Para se ter uma idéia, Grill apresentou um dos maiores músicos do Uruguai, Daniel Viglietti, a um dos maiores nomes da música no Brasil: Dorival Caymmi; e no disco Ramilonga - A estética do frio, entre as pessoas as quais Vítor Ramil agradece está o nome de Enilton.&lt;br /&gt;Há quase dez anos apresenta o programa Américas numa rádio da cidade de Pelotas, já tendo percorrido praticamente todos os caminhos musicais destas vastas culturas de língua portuguesa, espanhola e inglesa. Seus programas são um luxo não só sonoro mas educativo, pois partem da música mas percorrem caminhos da história, da filosofia, da política e outros "caminhos no bosque" como diria o filósofo Martin Heidegger. Na sala de sua casa, além dos discos e de muitos livros especializados em música, podemos ver três quadros na parede que revelam o tripé onde sua lente musical está apoiada: ali aparecem as fotos de Bob Dylan, Chico Buarque e Atahualpa Yupanqui.&lt;br /&gt;Aproveitando esta homenagem que o Fórum Social Mundial presta a Yupanqui, esperamos que a Fundação Atahualpa receba incentivo para sua concretização. Afinal já está na hora de que o conhecimento de Enilton não fique reduzido a privilegiados ouvintes da cidade de Pelotas mas, tal como as "coplas" de Yupanqui, seja repartido com muitas outras pessoas de nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Texto publicado no Diário Popular (em Pelotas) em 07/02/2005&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.diariopopular.com.br/08_02_05/ponto_de_vista.html" target="_blank"&gt;http://www.diariopopular.com.br/08_02_05/ponto_de_vista.html&lt;/a&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11802924-111435716065168130?l=projvortice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projvortice.blogspot.com/feeds/111435716065168130/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11802924&amp;postID=111435716065168130' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111435716065168130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111435716065168130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projvortice.blogspot.com/2004/04/fundao-atahualpa-em-pelotas.html' title='Fundação Atahualpa em Pelotas'/><author><name>Éver Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12223249494193907457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_GHMT2UIxqZs/S04Inbyvq7I/AAAAAAAAAtA/smoozmtEgJo/S220/DSC03040.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11802924.post-111273047358406791</id><published>2004-04-05T12:42:00.000-07:00</published><updated>2005-04-06T11:26:47.540-07:00</updated><title type='text'>O interior do Uruguai e seu Teatro (do) interior</title><content type='html'>&lt;div class="texto2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Por Luis Rubira&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;"Qué bello nombre es tu nombre, Uruguay (...) voz de paisajes, de escondidos ríos"&lt;br /&gt;(Atahualpa Yupanqui)&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que era para ser uma viagem pelo interior do Uruguai, uma viagem com um amigo uruguaio naturalizado brasileiro (atualmente proprietário e professor do Centro de Estudos em Língua Espanhola na cidade de Pelotas/RS), um percurso a fim de aprofundar o conhecimento da geografia, da cultura e da história deste povo espanhol vizinho ao Rio Grande do Sul, transformou-se, em solo uruguaio, num contato intenso, fecundo e revelador do teatro que se faz nas cidades que margeiam o rio que leva o próprio nome do país, e que desemboca no estuário do Prata. O diálogo com pessoas de teatro nas cidades de Salto, Paysandú, Frey Bentos e Colônia do Sacramento, revelou-nos o que vem sendo produzido cenicamente no interior deste pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fevereiro partimos de Rivera, a cidade uruguaia que faz fronteira com o município brasileiro de Santana do Livramento, e fomos até Tacuarembó, que fica ao norte do pais e abriga o Museu Carlos Gardel, o Museu "del indio y del gaucho", e onde se realiza, anualmente, "La Fiesta de la Patria Gaucha" (festa que se estende por 4 dias no mês de Março e já está em sua 17º edição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Tacuarembó atravessamos, em direção leste, as coxilhas de Haedo, para ir a cidade de Salto, passando por uma região praticamente despovoada, com grandes extensões de campo e criação de gado. Durante este percurso de 224 km, entre uma conversa e outra, tematizamos o desamparo que o interior de nosso estado vem sofrendo em termos de apoio as atividades cênicas, a quase ausência de festivais interioranos, e nosso desconhecimento dos grupos de teatro do interior do Uruguai: nas raras vezes em que se pode assistir espetáculos oriundos deste pais eles vinham, sobretudo, de Montevidéu (e mesmo isto parece ter arrefecido pois o último Porto Alegre em Cena - sua 9ª edição realizada em 2002 - não contou com a apresentação oficial de nenhum grupo uruguaio). Pelotas, talvez por sua proximidade maior com o território platino nutriu durante anos, através dos festivais de teatro da cidade (que se realizam tradicionalmente por volta de setembro), uma relação mais intensa com o teatro "castelhano": para se ter uma idéia basta lembrar, por exemplo, que o grupo "Café Teatro" esteve presente no III e V festival (respectivamente 1987 e 1989), em 1990 o grupo "Teatro circular" de Montevidéu, em 1992 o grupo "Ensayo", também de Montevidéu... No percurso entre Tacuarembó e Salto surgiu, então, a questão: que grupos de teatro existem as margens do rio Uruguai e que tipo de teatro se faz ali e no restante do país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;Salto&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Com aproximadamente 110 mil habitantes Salto é o que chamamos de "cidade grande" em um pais pequeno como o Uruguai, e é muito conhecida pelos brasileiros que visitam as termas de Dayman. Em Salto visitamos o teatro Larrañaga, um portentoso teatro de colunas greco-romanas inaugurado em 1882 e em plena atividade até hoje, onde se vêem pintados no teto os rostos de Calderón de la Barca, Shakeaspeare e Mozart, e que guarda sua memória em uma sala onde expõem-se recortes de jornais do início do século que anunciavam as grandes companhias de teatro europeu que vinham apresentarem-se na cidade. Também visitamos o Hotel Concórdia (onde hospedava-se Gardel), fundado em 1860 e que atualmente, além de hotel, funciona como um centro cultural de atividades permanentes e onde grupos de teatro locais encenam. E foi através da secretária de turismo que iniciamos nossos contatos com os grupos ligados as atividades cênicas do interior do país, a começar pelo diretor Roberto Lucero, que trabalha na rádio Salto AM e dirige o grupo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;D'entrecasa&lt;/b&gt;. O grupo é composto por 4 mulheres cujas idades compreendem-se entre os 30 e os 50 anos e trabalham com espetáculos voltados, basicamente, para o público feminino. Os textos utilizados para as montagens são do autor Gerardo Tulipano: em 2001 estrearam o espetáculo "Las viudas" e em setembro de 2002 "Sólo para mujeres", comédia que esgotou várias vezes os ingressos. Lucero ainda dirige um grupo de teatro infantil cujos textos também são de Tulipano: em 2000 estrearam "Aprendiendo a jugar", e em 2001 o espetáculo "La pandilla saca miedos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sintapujos&lt;/b&gt; é outro grupo atuante na cidade de Salto, que em agosto de 2002 apresentou o espetáculo "Tatón" do escritor uruguaio Ignácio Martinez e depois viajou ao Perú apresentando o espetáculo nos festivais internacionais de Arequipa e Cuzco. Trabalha também com espetáculos voltados para o público infantil tendo apresentado, em maio de 2002, no Hotel Concórdia, "El circo de Abronino" de Amalia Nieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda o grupo &lt;b&gt;Los del pátio&lt;/b&gt;, que entre janeiro e maio de 2002 apresentou-se com o espetáculo "Puñal de luna" e é bastante atuante na cidade, mas com o qual não tivemos oportunidade de travar um contato e aprofundar o diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante estas nossas primeiras incursões, viemos também a saber que todos estes e demais grupos de teatro do interior do Uruguai estão ligados a &lt;b&gt;Asociación de Teatros del Interior&lt;/b&gt; (ATI) que possui os e-mails, telefones e endereços para correspondência de todos os grupos do interior, interliga-os e integra-os, unindo grupos que não tinham conhecimento uns dos outros, promove diversas atividades e realiza um festival de teatro anual que ocorre no mês de Maio na cidade de Paysandú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;Paysandú&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;De salto fomos a Paysandú (localizada no centro da parte leste do pais, à beira do rio Uruguai). O percurso entre estas duas cidades revela minifúndios onde há, sobretudo à beira das estradas, grandes plantações de Girassol. Entre outras coisas, a cidade abriga o mausoléu onde estão os restos mortais do General Leandro Gomez (um libertador admirado pelo povo uruguaio que foi morto em 1865 e para o qual Ruben Lena escreveu um poema que foi cantado pelo célebre grupo Los Olimareños) e o teatro Florêncio Sánchez, inaugurado em 1876 (atualmente considerado Monumento Histórico Nacional e onde foi executado, em 1915, pela primeira vez, o hino nacional uruguaio). É uma cidade onde há uma intensa atividade teatral, na qual se realizaram bienais de teatro desde a década de 80 e onde, desde 2001, ocorre o festival de teatro do interior do Uruguai que levou a efeito a primeira mostra de teatro do Mercosul na cidade de Paysandú entre os dias 09 a 12 de maio, tendo contado com a apresentação de mais de 15 espetáculos de grupos da Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Paraguai e Uruguai, além de diversas oficinas e mesas redondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir das orientações de Roberto Lucero, procuramos o grupo &lt;b&gt;Atahualpa&lt;/b&gt; e o grupo &lt;b&gt;Teatro del Sótano&lt;/b&gt;. Quanto ao primeiro grupo localizamos sua sede, mas não encontramos nenhum dos integrantes. Posteriormente, depois de alguns contatos, conhecemos Pablo Gonzales, psicólogo e diretor dos grupos &lt;b&gt;Teatro del Sótano&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Taller de Teatro&lt;/b&gt;. Gonzales não apenas nos inteirou amplamente das atividades teatrais e culturais de Paysandú, como também demonstrou toda a hospitalidade latente do povo uruguaio nos levando para conhecer a cidade e as pessoas envolvidas com teatro e dança. Em Paysandú, há também, basicamente, três grupos consolidados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo &lt;b&gt;Teatro del Sótano&lt;/b&gt;, que já esteve em Moscou no ano de 2002 representando o teatro uruguaio, conta, entre seus trabalhos, com o espetáculo adulto "La Delfina, una pasión" de Suzana Poujol (autora que ganhou em 1998 o Primeiro Prêmio Municipal de Dramaturgia) e é dirigido por Pablo Gonzales. O elenco conta com bons profissionais, tais com Laura Galin (que é professora de Balé, possui uma Escola de Balé na cidade, e integra também o grupo Imaginateatro) e Sofia Sánchez (que, em co-direção com Gonzáles dirige a comédia musical infantil "Soñando" de Beatriz Corbi y Walter Cotelo) que é professora de teatro e atua também no:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Grupo Taller de Teatro&lt;/b&gt;, o qual apresentou no ano de 2002 os espetáculos "me moriria si te vas" e "Polaroid de amores cotidianos" (e aqui uma sinopse da peça: "En el amor hay momentos, instantes. Breves instantes, emociones, flashes. Son como Pólaroids que congelan un momento, que al mirarlas luego nos cuesta reconocerlas. Estos son retazos, fragmentos entrelazados. Un montón de estados de ánimo posibles").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ImaginaTeatro&lt;/b&gt;, é um grupo fundado em 1997 e com mais de 15 espetáculos montados e apresentados. Entre estes o de 2002 intitulado "mirando al tendido" (texto escrito em 1987 pelo escritor e roteirista de cinema, o venezuelano Rodolfo Santana), obra que constitui um rico diálogo entre um touro e um toureiro, onde está em questão algo importante nestes dias atuais: o fato de que morrer com dignidade é melhor do que ser massacrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de partirmos de Paysandú (em direção a Fray Bentos) tomamos contato, no estádio Artigas, com o carnaval do Uruguai: os Candombes e as Murgas, gêneros musicais e expressivos repletos de informações históricas, sociais e políticas do povo uruguaio, e que conta com uma participação maciça da população que lotou o estádio à noite, sentada nas arquibancadas em quase silêncio, tomando chimarrão e assistindo as manifestações carnavalescas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;Fray Bentos&lt;br /&gt;(e o grupo de pesquisa e experimentação teatral "Sin fogón")&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;A pequena e elegante cidade de Fray Bentos abriga o belíssimo Teatro Miguel Young (inaugurado no ano de 1913), o Museo Luis A Solari (que funciona num casarão de 1879 reformado, inicialmente para ser a prefeitura da cidade, mas que hoje conserva parte do acervo deste que é um dos maiores pintores uruguaios e que viveu boa parte de sua vida em Fray Bentos) e as instalações do falido (nos anos de 1980) Frigorífico Anglo (que teve atividade durante quase todo o século XX, sendo, inicialmente a Fábrica Liebig Extract of Meat Company, criada pelos alemães em 1865, e em 1924 comprada pelos ingleses).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frigorífico Anglo (que possui uma arquitetura muito semelhante a do Frigorífico de mesmo nome existente na cidade de Pelotas/RS), exportou muita carne durante as duas guerras mundiais e, devido a isto, a cidade de Fray Bentos ficou conhecida como "a cozinha do mundo". Com um título destes no centro de sua história, o que poderia se pensar de um grupo de teatro local chamado, sugestivamente, de Sin Fógon e que montasse um espetáculo de criação coletiva com o nome de "La cena miserable" (a refeição miserável)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em Fray Bentos que encontramos um grupo de teatro solidamente estruturado, que trabalha atualmente com pesquisa teatral na linha do teatro antropológico de Jerzy Grotowski e Eugênio Barba, e que nos revelou a profundidade do teatro uruguaio, seu teatro interior. O grupo &lt;b&gt;Sin Fogón&lt;/b&gt; existe desde 1986. Em 2000 adquiriu sua própria sede e conta com um elenco de pessoas acima de 30 anos que já definiram sua situação profissional. Tem à sua frente a professora de teatro da universidade e dramaturga Estela Golovchenko.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estela e Roberto Buschiazzo nos receberam na sede do grupo, um prédio antigo que estava fechado há anos e onde funcionara a 1ª cooperativa de trabalhadores da cidade de Fray Bentos. O lugar foi adquirido há dois anos atrás também de forma cooperativa, outra vez por trabalhadores, só que, desta vez, trabalhadores de teatro. O espaço cênico do Teatro Sin Fógon é modificado de acordo com a necessidade de cada espetáculo feito pelo grupo, além do que o lugar também funciona, em determinados dias da semana, como "Café Concerto" e como escola de teatro. A manutenção do local é feita a partir de sócios que contribuem mensalmente com $25 pesos (aproximadamente 1 dólar) e que podem assistir gratuitamente os espetáculos do grupo a cada montagem e ainda usufruir de outras vantagens da cooperativa. A limpeza e todas as atividades de reforma do teatro são realizadas pelos próprios integrantes do grupo num multirão semanal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1986 a 1999 o &lt;b&gt;Sin Fógon&lt;/b&gt; montou 16 espetáculos, sendo que, dos textos utilizados para a montagem constam alguns escritos pela própria Estela Golovchenko ("no asustamos a nadie" de 1993 e "El teatro nasció en Febrero" de 1999). Desde sua fundação o grupo ganhou vários prêmios no teatro Florêncio Sanchéz nos anos de 1991, 1993, 1995 e 2001. Em 1992 participaram da V mostra nacional de teatro de Montevidéu, sendo convidados para apresentarem-se em diversas regiões do país desde 1989. Dentre os espetáculos apresentados pelo grupo está "El herrero y la muerte" (de Jorge Curi y Mercedes Rein) - espetáculo que de algum modo nos é familiar no Rio Grande do Sul, pois foi montado pelo grupo móvel de teatro "Viramundos", grupo do interior do nosso estado, ligado a Universidade de Passo Fundo, que trabalha com teatro popular e que em 2002 apresentou no Porto Alegre em Cena o espetáculo "O parturião".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho "La cena miserable" (que nos fez lembrar certas montagens do grupo gaúcho "Ói nóis aqui traveiz"), dirigido por Estela Golovchenko e Leonardo Martinez nos foi mostrado em vídeo. Foi montado a partir de experimentações coletivas do grupo, de ampla pesquisa mitológica e arquetípica, e dos elementos que envolvem o imaginário da própria comunidade de Fray Bentos. Para se ter uma idéia, o espetáculo é montado para o público que cabe em um ônibus: 46 pessoas que são transportadas pela cidade e depois adentram o espaço cênico do Teatro Sín Fógon, onde permanecem a portas fechadas até o final da apresentação. Entre os personagens: Caronte, Medusa, Esfíngie, Thanatos, Hárpias e Sátiros. A história é a tragédia atual das relações humanas, onde ao público é oferecido o banquete do último homem (e em se tratando da cidade que foi a "maior cozinha do mundo" um espetáculo como este é, no mínimo, intrigante, instigante e sugestivo). A próxima montagem do grupo envolverá o Frigorífico da cidade, tendo como base um texto premiado de Estela Golovchenko.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;******&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Enfim, este foi o panorama cênico que encontramos nas maiores cidades que margeiam o rio Uruguai. Ainda em Colônia do Sacramento travamos contato com a &lt;b&gt;Comédia Municipal de Colônia&lt;/b&gt;, grupo que não está vinculado a ATI, que trabalha no teatro municipal da cidade e atualmente monta o espetáculo Trezentos milhões de Robert Alt. Ficamos sabendo ainda da existência inúmeros grupos interioranos cuja relação de endereços nos foi fornecida, com os quais não tivemos oportunidade de dialogar, mas que certamente trariam novas surpresas e revelações da produção atual do teatro uruguaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso maior festival de teatro no Rio Grande do Sul o Porto Alegre em Cena (criado em 1994), realizou no ano de 2002, a descentralização de boa parte dos espetáculos distribuindo-os pelos bairros e vilas da cidade. Todavia, mesmo esta boa e intensa atividade teatral ainda limita-se e concentra-se na capital (até mesmo porque é um festival municipal), enquanto notamos que o interior do nosso estado, em termos teatrais (para não falar de outras atividades) tem ficado a míngua. No Uruguai pudemos perceber que a idéia de uma Associação de Teatros do Interior fomentou a organização dos grupos, e a realização anual (que se dá no mês de maio) de um festival que envolve estes grupos possibilita uma grande descentralização da cultura (que não fica, assim, reduzida a capital do país). Talvez seja o momento do Rio Grande do Sul eleger uma cidade do interior do estado onde passe a acontecer um festival estadual de teatro que interligue nossos grupos do interior gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos houve um contato cultural intenso entre a capital de nosso estado e a capital argentina, e sem querer desqualificar ou desvalorizar as produções oriundas destes grandes centros urbanos, talvez seja o momento de fomentar a descentralização iniciando um contato cultural fecundo (apresentações, oficinas, palestras) entre o interior do Rio Grande do Sul e o interior do Uruguai, que é um país próximo a nosso estado. Talvez este seja o primeiro passo para aprofundarmos nossas relações culturais com os países vizinhos ligados ao Mercosul e, sobretudo, com os grupos de teatro que também trabalham no interior destes países. Afinal as grandes capitais são como o mar, mas é preciso valorizar os rios que levam a este mar, é preciso valorizar o teatro do interior.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11802924-111273047358406791?l=projvortice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projvortice.blogspot.com/feeds/111273047358406791/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11802924&amp;postID=111273047358406791' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111273047358406791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111273047358406791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projvortice.blogspot.com/2004/04/o-interior-do-uruguai-e-seu-teatro-do.html' title='O interior do Uruguai e seu Teatro (do) interior'/><author><name>Éver Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12223249494193907457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_GHMT2UIxqZs/S04Inbyvq7I/AAAAAAAAAtA/smoozmtEgJo/S220/DSC03040.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11802924.post-111339253104656322</id><published>1994-04-13T04:41:00.000-07:00</published><updated>2005-10-27T08:15:26.720-07:00</updated><title type='text'>!</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://projvortice.blogspot.com/1994/04/blog-post_13.html"&gt;?&lt;/a&gt; - 13/04/2005&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://projvortice.blogspot.com/1994/04/esttica-da-humildade-ou-porque-os.html"&gt;A estética da humildade (ou porque os cristãos são uns filhos da puta)&lt;/a&gt; - 27/10/2005&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11802924-111339253104656322?l=projvortice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projvortice.blogspot.com/feeds/111339253104656322/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11802924&amp;postID=111339253104656322' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111339253104656322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111339253104656322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projvortice.blogspot.com/1994/04/blog-post.html' title='!'/><author><name>m</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11802924.post-111339248737774213</id><published>1994-04-13T04:40:00.000-07:00</published><updated>2005-04-13T04:56:31.066-07:00</updated><title type='text'>?</title><content type='html'>&lt;i&gt;I am an antichrist&lt;br /&gt;I am an anarchist&lt;br /&gt;Don’t know what I want but&lt;br /&gt;I know how to get it&lt;br /&gt;I wanna destroy the passer by cos I&lt;br /&gt;I wanna be anarchy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sex Pistols - Anarchy in the UK&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí? Tudo? Aqui tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&amp;#165;&amp;#165;&amp;#165;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira contribuição pro Vórtice. A idéia desta coluna (coluna?!?) é falar do universo pop. Filmes, quadrinhos, seriados e principalmente música, assunto que eu gosto bastante. Espero que vocês tenham tanto prazer em ler isto como eu tenho em escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&amp;#165;&amp;#165;&amp;#165;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz uns 10 dias que assisti Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança. Definitivamente não é o melhor filme nem o melhor roteiro de 2004. A idéia de uma empresa que apaga partes da memória das pessoas é boa ("tecnicamente, é uma lesão cerebral"), mas a execução ficou muito aquém do que eu esperava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, sempre que ouço falar de algum filme com roteiro do Andy Kauffman eu fico empolgado. Foi assim com Eu Quero Ser John Malkovich, Adaptação e agora com Brilho Eterno.. Sempre me decepcionei com os filmes, apesar de achar as idéias do cara muito boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&amp;#165;&amp;#165;&amp;#165;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 de maio sai Blue Orchid, o single novo do White Stripes. O álbum novo, Get Behind Me Satan, sai dia 6 de junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&amp;#165;&amp;#165;&amp;#165;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2005 já tem 3 discos que tu não pode deixar de ouvir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beck - Guero&lt;br /&gt;Bloc Party - Silent Alarm&lt;br /&gt;Kaiser Chiefs - Kaiser Chiefs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos disponíveis no P2P maís próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&amp;#165;&amp;#165;&amp;#165;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos de uma semana pro show do ano no RS (ou Brasil). O Placebo vem aí. Uma das maiores bandas inglesas da atualidade vem pra Porto Alegre com a turnê que celebra os 10 anos de carreira e o lançamento da primeira coletânea de singles. Semana passada eles fizeram um show em Buenos Aires, com direito a lotar o Luna Park e com pedidos do Brian Molko pro pessoal se exaltar menos, pois a coisa poderia ficar feia. O setlist do show foi mais ou menos este:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Taste in Men&lt;br /&gt;- Bitter End&lt;br /&gt;- Every You Every Me&lt;br /&gt;- Protege Moi&lt;br /&gt;- Blackeyed&lt;br /&gt;- Special Needs&lt;br /&gt;- English Summer Rain&lt;br /&gt;- Without You I'm Nothing&lt;br /&gt;- I Do&lt;br /&gt;- This Picture&lt;br /&gt;- Special K&lt;br /&gt;- Slave to the Wage&lt;br /&gt;- 36 Degrees&lt;br /&gt;- Pure Morning&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 20 Years&lt;br /&gt;- Teenage Angst&lt;br /&gt;- Nancy Boy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&amp;#165;&amp;#165;&amp;#165;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugh Grant's Neurotic Mother in Law e Cansei de Ser Sexy são os maiores nomes do rock brasileiro atualmente. Bandas de meninas que não sabem tocar e nem cantar, mas sobem no palco, tocam e cantam. É só ir na Trama Virtual que tu encontra músicas delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&amp;#165;&amp;#165;&amp;#165;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por acaso tu anda lendo Lobo Solitário? Pois deveria. É o melhor mangá de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&amp;#165;&amp;#165;&amp;#165;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu por acaso anda assistindo The OC? Pois deveria. É o melhor seriado adolescente/jovem adulto desde Barrados no Baile. E a trilha sonora é a melhor de um seriado em todos os tempos. Já são &lt;a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/search-handle-url/index=music&amp;field-keywords=oc&amp;search-type=ss&amp;bq=1&amp;store-name=music/ref=xs_ap_l_xgl15/103-6773632-7258201" target="_blank"&gt;4 discos&lt;/a&gt; com músicas de bandas como Death Cabie For Cutie, The Walkmen, Jet, The Dandy Warhols, The Futureheads e Beck, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum... não conhece nenhum destes artistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&amp;#165;&amp;#165;&amp;#165;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana que vem tem mais (ou não). Até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&amp;#165;&amp;#165;&amp;#165;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;É melhor ser belo do que ser bom. Mas é melhor ser bom do que ser feio.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Oscar Wilde&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11802924-111339248737774213?l=projvortice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projvortice.blogspot.com/feeds/111339248737774213/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11802924&amp;postID=111339248737774213' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111339248737774213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/111339248737774213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projvortice.blogspot.com/1994/04/blog-post_13.html' title='?'/><author><name>m</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11802924.post-113042589361437523</id><published>1994-04-12T08:11:00.000-07:00</published><updated>2007-01-17T04:16:01.466-08:00</updated><title type='text'>A estética da humildade (ou porque os cristãos são uns filhos da puta)</title><content type='html'>Eu sou ateu. Não acredito em Deus, em Alá, Brahma (o deus hindu e não a cerveja, idiota) ou qualquer outra divindade. Creio que Jesus existiu, assim como Buda e Maomé, pois existem registros históricos disso. mas essa história de deus é um pouco forçada demais. Até porque creditar às coisas que acontecem (ou não acontecem) no mundo a algum deles é mais fácil que procurar uma resposta verdadeira ou assumir a culpa toda de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não passei no concurso da Polícia Rodoviária porque Deus não quis". Deus não quis o caralho. Tu não passou por ser vagabundo. Ao invés de ter lido e relido e rerrelido o Código de Trânsito, preferiu sair pra tomar cerveja. "Graças a Deus a ****** quis sair comigo". Ah tá. E o magnetismo pessoal não ajudou nada, né? Queria ver se a história ia ser igual se tu tivesse síndrome de Dawn, fosse coxo e tivesse um olho vazado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que mais torra é a necessidade que esse povinho tem de ser humilde. Como se isso levasse a algum lugar. Eu não sou humilde. eu não sou mais um. Eu sou a melhor pessoa que conheço. Já os cristãos sempre acham o outro melhor. Sempre se rebaixam. Como dizia Nietzsche, o cristianismo afasta o homem da sua verdadeira natureza. Artificializa o ser. Por isso que o Super-Homem do Nietzsche é uma evolução do homem, apesar de ser mais animal que ele. Mas é justamente isso que o faz superior. Tornar-se mais inteligente e mais forte através da negação das coisas não-instintivas. Ou seja, negando deus e, principalmente, o cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque a mola propulsora dessas religiões é a culpa. "Oh meus Deus! Pequei! E agora?". Agora te fode. Se o teu não ficou na reta e se o "pecado" foi pro bem, que mal tem? Sim, existem pecados pro bem geral. Matar é pecado. Mas matar um estuprador eu já não acho tão ruim assim. Eu não mataria, claro, mas &lt;i&gt;gostaria&lt;/i&gt; que todos eles morressem. E não me sinto culpado por isso. Nem um pouco. nem me sinto culpado por ter feito sexo sem o motivo exclusivo da reprodução. Até porque com o salário de bolsista da UFRGS não dá pra fazer muita coisa, que dirá sustentar um filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar também que humildade é desculpa pra um monte de porcaria. Justificar que não leu algo ou não assistiu algum filme por ser humilde é o fim da picada. Quem fala isso nunca ouviu falar de bibliotecas e videotecas? Pois hoje em dia todo mundo tem TV e videocassete em casa, por mais "humilde" que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, humildade é um pé no saco. Só serve pros fracos justificarem suas deficiências através dela. E serve também pras religões extorquirem dinheiro dos pobres desesperados que acham que sua vida depende mais de forças externas do que de si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;¥¥¥&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O verme se enconcha quando é chutado. Essa é sua astúcia. Ele diminui com isso a probabilidade de ser novamente chutado. Na língua da moral: humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;¥¥¥&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, se ir pro céu depender de crer em Deus e ser humilde, minha passagem pro inferno já tá garantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;¥¥¥&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém concorda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;sup&gt;Publicado originalmente &lt;a href="http://grandeabobora.com/?p=187" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11802924-113042589361437523?l=projvortice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projvortice.blogspot.com/feeds/113042589361437523/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11802924&amp;postID=113042589361437523' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/113042589361437523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11802924/posts/default/113042589361437523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projvortice.blogspot.com/1994/04/esttica-da-humildade-ou-porque-os.html' title='A estética da humildade (ou porque os cristãos são uns filhos da puta)'/><author><name>m</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
